segunda-feira, 16 de março de 2015

Conservatório de Música de Sintra promove estágio de sopros e percussão

O Conservatório de Música de Sintra promove de 23 a 27 de Março o V Estágio de Orquestra de Sopros e Percussão, dirigido a jovens estudantes e músicos de instrumentos de sopro e percussão, sob a direcção do maestro Alberto Lages e com o apoio da Russomúsica. 
O estágio constitui uma oportunidade para os participantes adquirirem conhecimentos técnicos específicos a partir das obras propostas no programa e permite aos participantes aperfeiçoarem o seu nível artístico e interpretativo no plano individual, bem como a prática de trabalho em orquestra e de preparação de um repertório num curto período de tempo. 
Os participantes apresentam-se em concerto no dia 27 de Março, às 21.00h, na Sociedade Filarmónica Boa União Montelevarense.
Inscrições e informações através do e-mail: conservatoriodemusicadesintra@gmail.com
​ e em www.conservatoriodemusicadesintra.org​ 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

rumoresdenuvens: panem et circenses

rumoresdenuvens: panem et circenses:


 A cultura transformada em ilusionismo é a prática política que mais popularidade ganhou nos últimos anos. Pão e circo (panem et circenses), com muito menos pão porque a finalidade é manter um reduzido número de patrícios e muitos dependentes.
Os impostos que todos pagamos, nem que seja apenas através das taxas aplicadas a todos os serviços, sempre contemplaram uma pequena parcela para a cultura. O Estado tem uma verba para a cultura, mesmo tendo acabado com o ministério correspondente. As câmaras têm verbas para a cultura.
A finalidade desses tostões era promover a cultura, ajudando os agentes culturais a criar os seus espectáculos e as suas formas de se expressar. 
Acontece que, com o dinheiro que é de todos, em vez de promover os agentes culturais, as entidades públicas criaram formas de se constituírem eles próprios em agentes da cultura. Sem aptidões próprias para isso e com a finalidade de fornecer o tipo de 'espectáculo cultural' que serve melhor os seus propósitos.
O país tornou-se, portanto, num grande palco em que os políticos são os supostos mecenas, enchendo praças, ruas e espaços culturais com as diversões que entendem. Tudo de graça, tudo para diversão do povo.
Os artistas e os verdadeiros agentes culturais, vêem-se dessa forma impedidos de competir com a cultura instituída, que é de borla e arrasa qualquer tentativa de produzir ofertas e mensagens em liberdade de pensamento e em nome da verdadeira cultura.
Enquanto o País pula de festa em festa, sacudindo as preocupações com bebida e luzes patrocinadas por grandes multinacionais, a livre escolha e o pensamento são erradicados da vida de cada pessoa, as alternativas suprimidas e toda a oferta fica sob o controlo dos políticos.
Açambarcar assim uma área de actividade devia ser objecto de investigação desse discreto organismo que dá pelo nome de Alta Autoridade para a Concorrência. Devia ser um crime público, para que qualquer um pudesse denunciar o abuso e a manipulação, uma vez que os artistas e os agentes de espectáculos jamais terão hipótese de financiar a seu favor o julgamento deste tipo de violação e abuso de poder.

Quando aceitamos a ideia de Estado e de Governo confiamos a representantes a nossa defesa, não a nossa alienação.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Livro: 'O Retorno' de Dulce Maria Cardoso

Lançado em 2011, este livro de Dulce Maria Cardoso é um relato honesto da descolonização, da vida dos retornados na Metrópole e das condições por que passaram milhares de pessoas que viram os seus mundos e as suas vidas desaparecerem no espaço de poucos meses.
Recomeçar nunca é fácil e há muito quem fique pelo caminho. Refazer a vida numa realidade completamente diferente e adversa também dificilmente é uma história bonita, sobretudo quando estes temas abalam as ideias feitas que a generalidade das pessoas gosta de alimentar.
Sem cair na fórmula fácil do relato biográfico, Dulce Maria Cardoso conta uma história de grande intensidade, vivida e apreciada pelos olhos de um adolescente, cheio das noções que lhe foram transmitidas pelos seus educadores e pelos seus pares sociais e, simultâneamente, com um descrédito que assoma não poucas vezes da sua observação imediata dos factos.
A autora consegue reunir num único livro todos os factos, emoções, lembranças e expressões comuns a milhares de pessoas que de repente chegaram a Portugal em fuga, deixando para trás bens, amigos, familiares e tudo o que constituía a sua história e a sua segurança até ao momento.
Muito bem escrito, com um ritmo impecável, é um livro que não se quer parar de ler e que deixa um vazio quando se acaba. Numa edição cuidada, sem gralhas e com um grafismo bonito, O Retorno é uma leitura obrigatória para quem quer conhecer ou relembrar a saga dos retornados das ex-colónias portuguesas.
Dulce Maria Cardoso aborda com grande frontalidade e honestidade o tema, contando uma história difícil, nomeadamente no que toca ao racismo e ao preconceito. A sua seriedade não choca nem esconde factos, surpreendendo-nos com a delicadeza com que também trabalhou o seu texto.
Marita Moreno Ferreira

Monte Estoril: Sousa Lara apresenta 'Caos Urbano'


António de Sousa Lara é o orador da conferência que terá hoje lugar na ALA (Academia de Letras e Artes), no Monte Estoril, no âmbito da qual será apresentado o livro Caos Urbano.
Com a chancela da Factor-Edições, de Ciências Sociais e Política Contemporânea e coordenado por Sousa Lara, a obra abrange os mais importantes problemas de âmbito nacional contribui para reflexão sobre o futuro do nosso país e crise contemporânea. A cerimónia tem início às 19h30.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Empresa do Pico aposta na edição de livros

A Companhia das Ilhas, criada em Maio de 2011, alargou a sua área de intervenção, dedicando-se agora igualmente à edição de livros.
A “Companhia das Ilhas” é uma empresa açoriana, com sede nas Lajes do Pico, que se dedica à escrita, imagem, edição e impressão. A firma é pioneira nos Açores na prestação integrada deste tipo de serviços.
A sua actividade de edição de livros nasceu um ano depois da constituição da empresa. Em Maio deste ano, a Companhia das Ilhas editou seis autores portugueses, sendo dois deles açorianos e outro de temática açoriana. 
Além disto, editou igualmente dois originais cadernos de postais, um dedicado à antiga baleação, outro às Festas do Espírito Santo (no final do mês sairá outro dedicado à Vila das Lajes), e dois QuickNotes, dedicados aos mesmos temas. 
Estes são os primeiros produtos de merchandising cultural e turístico, uma das componentes editoriais da Companhia das Ilhas.
As edições são de pequeno formato, reduzido número de páginas, papéis de qualidade, capas duplas e um grafismo apurado e de qualidade. Os baixos preços praticados são uma opção de base da Companhia das Ilhas: realizar bons livros, com textos originais, e uma grande diversidade de autores, géneros e temas, mas, ao mesmo tempo, não colocar barreiras aos leitores com preços proibitivos. 
Sedeada nas Lajes do Pico, a Companhia das Ilhas é um projecto aberto ao mundo. Nas suas colecções de livros têm lugar autores e temas da região da Macaronésia (onde se integra o arquipélago açoriano) e o mundo lusófono (Brasil e África).
Os livros Companhia das Ilhas podem ser adquiridos na sua loja online (www.companhiadasilhasloja.wordpress.com), nas livrarias e outros pontos de venda no Pico, Faial, Terceira e S. Miguel (e ainda na wook.pt, fnac.pt esitiodolivro.pt).
A Companhia das Ilhas terá as suas edições na Feira do Livro do Cais de Agosto, em S. Roque do Pico, até ao próximo dia três de Agosto.

2012-08-01 15:00:00

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Quinta de Santiago: Visita às escuras

Ver um museu à luz das lanternas, é a proposta da Quinta de Santiago, Leça/Matosinhos, para o dia 19 de Julho. É uma visita guiada que promete e que se integra nas muitas iniciativas que aquele núcleo museológico põe em prática semanalmente. Há que marcar previamente para o telefone indicado no cartaz.

Literatura: 'Para onde vai o nosso dinheiro', de Lurdes Feio

Lurdes Feio é a autora de Para onde vai o nosso dinheiro - Uma jornalista nos bastidores da Administração Pública, obra editada pela Ésquilo, que vai ser apresentada no El Corte Inglés (Lisboa) no dia 17 de Julho, às 19 horas. A apresentação vai ser feita por Marcelo Rebelo de Sousa, que também prefacia o livro.
«Nesta colecção de situações, factos, pessoas e circunstâncias perpassam as pequenas grandes questões culturais da nossa Administração Pública. Com argúcia, algum humor e bastante senso crítico. Questões culturais — digo bem, já que o problema maior da Administração Pública portuguesa é cultural, de cultura cívica, de mentalidade. (…)
(…) vale bem a pena ler as linhas que se seguem. Para uns, explicam coisas que, antes, não entendiam. Para outros, lembram episódios das suas sagas pessoais e colectivas. E a autora merece uma palavra amiga de elogio e de agradecimento.
Nada como ter vivido o que viveu e saber narrar o que a rodeia para fazer nascer este vade mecum administrativo além do mais útil breviário para quem não desiste de servir a causa pública numa era que a nova mão invisível seduziu e ainda seduz uma fracção não irrelevante daqueles que mandam.» - extracto do prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa.


Lurdes Feio
Nascida em Lisboa e Jornalista profissional desde 1975, Lurdes Feio iniciou o seu percurso académico na área de Germânicas, mas cedo se deixou conquistar pela escrita e pelo jornalismo. Teve o seu primeiro contacto com o mundo da Imprensa ainda enquanto estudante da Escola Superior de Meios de Comunicação Social de Lisboa, tendo exercido então funções de assistente dos correspondentes em Lisboa da Associated Press (1973) e da Reuters (1974), em regime de part-time.
Em Junho de 1975, ingressou no recém-criado semanário «O Jornal», onde se profissionalizou e se manteve ao longo de 18 anos, até ao fecho da publicação. Já como Jornalista do V Grupo com a categoria de Grande Repórter, integrou, em 1993, a equipa fundadora da revista Visão, com as funções de Editora de Política Nacional. Viria a abandonar em Outubro de 1999, altura em que passou a trabalhar como jornalista free lance, tendo colaborado com diversas publicações especializadas nas relações entre Portugal e os PALOP.
Simultaneamente, desenvolveu actividade como tradutora de espanhol, francês e inglês para várias editoras e agências de tradução.
Detentora de dois prémios de jornalismo atribuídos, respectivamente, pela Associação Industrial Portuguesa e pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, teve um início de percurso diversificado como repórter generalista até que, a partir de metade da década de oitenta, passou a dedicar-se, praticamente em exclusivo, ao jornalismo político.
Entre 2001 e 2004, colaborou com o antigo Instituto da Cooperação Portuguesa, mais tarde Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, tendo sido responsável pela edição de uma revista temática sobre Cooperação. Entre 2007 e 2011, retomou a edição da referida revista, mas desta vez integrada na Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Cultura: Mulheres na cauda do mundo


Reproduzimos abaixo a notícia da ver.pt sobre o estudo levado a cabo pela Fundação Reuters, sobre a situação das mulheres no G20 (19 maiores economias do mundo mais a União Europeia):



ESTUDO
Estes países não são para mulheres

A situação das mulheres nos países que compõem o G20 foi objecto de estudo da Thomson Reuters Foundation. E, em pleno século XXI, há “tradições” que não mudam. Nem as mais horrendas, que incluem a escravatura ou o infanticídio no feminino, nem as mais “suaves”, como a persistente desigualdade de salários face aos pares masculinos. Todavia e como seria de esperar, há países em que realmente faz sentido afirmar “má sorte ter nascido mulher”


A Thomson Reuters Foundation, o braço filantrópico da maior agência noticiosa do mundo, publicou, a 13 de Junho último, um estudo que visava identificar a posição das mulheres nos países do G20. Com o Canadá a ser considerado como o melhor país do mundo para se ser mulher, a Índia está na cauda do ranking: infanticídio, casamento infantil e até escravatura fazem deste enorme país o pior sítio (entre os membros do G20) para se nascer mulher. O VER apresenta os principais dados desta lista que comprova que, no meio das inúmeras desigualdades que pautam o planeta, nascer-se menino ou menina pode fazer toda a diferença.

19. ÍNDIA ou o país onde 52% das mulheres consideram justificável serem agredidas pelos maridos

De acordo com Gulshun Rehman, conselheiro do programa de desenvolvimento para a saúde, da ONG britânica Save the Children, “na Índia, as mulheres e as raparigas continuam a ser vendidas como objectos, a serem obrigadas a casar-se, em muitos casos, com apenas 10 anos, a serem queimadas vivas devido a disputas relacionadas com o seu dote e, no que respeita às mais jovens, a serem abusadas como escravas do trabalho doméstico. E tudo isto apesar dos enormes progressos alcançados pela Lei contra a Violência Doméstica, em vigor desde 2005 e que proíbe qualquer tipo de violência contra mulheres e raparigas”.

Dados de 2010, fornecidos pelo International Center for Research on Women, estimam que 44,5% das raparigas contraem matrimónio antes dos 18 anos, ao passo que a UNICEF afirma que, relativamente a 2012, mais de 50 por cento das mulheres consideram “normal” que os seus maridos lhes batam. Já a UN Population Fund regista, por ano, 56 mil mulheres vítimas de morte materna.


© DR 

18. ARÁBIA SAUDITA e as mulheres cidadãs de segunda classe

“Tanto ao nível legal como social, as mulheres são cidadãs de segunda classe. Proibidas de conduzir, o que consiste num símbolo de enorme restrição no que respeita à mobilidade das mulheres, não existe qualquer lei que as proteja da violência doméstica e, em tribunal, o testemunho de um homem vale pelo de duas mulheres”, afirma Lyric Thompson, advogado na Amnesty USA and International Center for Research on Women.

Zero é o número de mulheres com permissão para conduzir e 2011 o ano que ficará na história pelo seu direito ao voto. De acordo com dados fornecidos pelo Banco Mundial, em 2007, 64,6% das mulheres com estudos superiores estavam desempregadas. 

17. INDONÉSIA, a recordista em assédio sexual no trabalho

A especialista independente em questões de género, Sunila Singh, citando a National Commission on Violence against Women, afirma que “as mulheres indonésias sofrem actos de violência sexual todos os dias, sendo a violação a forma mais frequente dessa violência. Outras formas incluem o tráfico, o assédio e a exploração sexual, em conjunto com a tortura.
Do volume total de rendimentos auferidos, a quota para as mulheres não ultrapassa os 38%, afirma o Banco Mundial. Já dados veiculados pelo UN Population Fund referem que uma mulher morre por hora a dar à luz na Arábia Saudita, ao passo que a OCDE divulga a percentagem de mulheres que afirmam já terem sido molestadas sexualmente no trabalho: 90%.

16. ÁFRICA DO SUL e a epidemia de HIV

“Apesar dos progressos inegáveis para as mulheres no que respeita a leis e participação política desde o final do apartheid, a África do Sul possui ainda uma das mais elevadas taxas de violência sexual com base no género do mundo – uma epidemia horrenda que contribui para a disseminação do vírus HIV”, afirma Kathy Selvaggio, conselheira de género no USAID Africa Bureau. Por cada homem, existem duas mulheres que contraíram SIDA e os serviços de polícia sul-africanas reportaram, no período 2010-2011, 66,196 ofensas sexuais.
Uma notícia mais animadora é o facto de 43,3% dos lugares existentes na Câmara Baixa do Parlamento serem ocupados por mulheres. 

15. MÉXICO, o país que inventou o termo “machismo”

Nas palavras de Blanca Rico, directora executiva da Sociedad Mexicana Pro Derechos de la Mujer, “o México inventou o termo ‘machismo’ e, entre as populações rurais em particular, o papel da mulher é ficar em casa. Algumas comunidades vivem em piores condições comparativamente às mais marginalizadas sociedades da África e da Ásia no que respeita à saúde pública e a outro tipo de desigualdades. As taxas de violência contra as mulheres são extremamente elevadas, sendo esta de natureza doméstica, sexual e relacionada com drogas”. A corroborar as acusações de Blanca Rico são os números divulgados, em 2008, pela Amnistia Internacional, que afirma que um quarto das mulheres mexicanas sofre abusos sexuais por parte do seu parceiro. 
De acordo com a Amnesty USA, 300 mulheres foram mortas na Ciudad Juarez, em 2011, com uma quase total impunidade.
Já no que respeita à participação política, 26,2% dos assentos existentes na Câmara Baixa do Parlamento são ocupados por mulheres. 

© DR 

14. CHINA, o gigante das mulheres “desaparecidas”

“A China possui um dos mais elevados rácios de masculinidade à nascença [quociente entre os nados-vivos do sexo masculino e os nados-vivos do sexo feminino]. Este rácio desigual tem vindo a resultar em milhões de “mulheres e raparigas perdidas” em conjunto com níveis de discriminação de género extraordinariamente elevados. A preferência pelo ‘filho-homem’ tem igualmente sérias consequências no desenvolvimento social e económico do país, bem como no que respeita à sua estabilidade”. A declaração é de Alana Livesey, responsável pela campanha “Because I am a Girl” e ilustra os dados divulgados pelo Banco Mundial, que remontam a 2008 e que dão como mortas ou “desaparecidas” 1,09 milhões de raparigas no seguimento das práticas de infanticídio só no ano referido. 
O Relatório das Nações Unidas sobre o Progresso das Mulheres no Mundo (2011-2012) concluiu que 25% das mulheres chinesas consideram justificável, tal como as suas congéneres indianas, serem agredidas pelos maridos. Todavia, a participação feminina na política está a começar a aumentar, com 21,3% a terem assento parlamentar.

13. RÚSSIA e o tráfico de mulheres

Daria Ukhova é uma activista feminina que afirma que “a violência doméstica é uma prática disseminada na Rússia, país onde não existem leis de protecção para a mesma, sendo que não existe qualquer tipo de justiça para as vítimas. A prostituição não tem estatuto – não é legal nem ilegal – e as ‘profissionais da área’ são frequentemente agredidas pela polícia. O tráfico [de seres humanos] é igualmente uma questão preocupante”. Afirmações secundadas por dados do Comité das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Contra as Mulheres, que declara que morrem, anualmente, cerca de 14 mil mulheres russas devido a violência doméstica, a juntar a mais de 57,750 que, todos os anos, são vítimas de tráfico (Programa de Desenvolvimento das Nações unidas, 2006). 
Apenas 13.6% dos lugares existentes no Parlamento são ocupados por mulheres. 

12. TURQUIA e os crimes de honra

“As mulheres e as raparigas continuam a ser mortas em nome da honra ou da castidade, a serem forçadas a casamentos precoces ou a escravatura doméstica, sendo sujeitas a todos os tipos de violência. As mulheres são extremamente sub-representadas na força de trabalho e nos órgãos de decisão, ao mesmo tempo que o conservadorismo se torna cada vez mais usual na política, restringindo a liberdade das mulheres e reforçando os papéis de género tradicionais”, diz Selen Lermioglu Yilmaz, membro do conselho de administração da Women for Women's Human Rights.
A OCDE reporta ainda que 74% das mulheres em idade activa estão no desemprego e a ONG Human Right Watch afirma que 3,8 milhões de mulheres turcas são analfabetas. 
O Instituto de Estatística da Turquia revelou ainda que, em 2012, 26% das noivas tinham entre 16 e 19 anos. 

11. BRASIL e as persistentes desigualdades

Segundo Daniela Pinto, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Institucional da UN Women em terras brasileiras, “o Brasil é ainda muito marcado por elevadas desigualdades sociais e económicas directamente relacionadas a um acesso desigual às oportunidades e à discriminação de género. As mulheres são desproporcionalmente afectadas pela pobreza extrema, pelas falhas no sistema de saúde e pela violência, com particular enfoque para o sofrimento maior das mulheres indígenas, rurais e afro-descendentes”.
Dados divulgados pelo Departamento de Estado norte-americano em 2011 apontam para a existência de cerca de 250 mil crianças envolvidas em prostituição. 
Apenas 8,6% das mulheres têm assento parlamentar. As mulheres brasileiras têm direito a um subsídio de maternidade de 120 dias e pago na totalidade.

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10. COREIA DO SUL e o peso do sistema patriarcal

“O sistema patriarcal e hierárquico extremamente rígido da Coreia Sul significa que os casos de assédio sexual são raramente reportados. Existe igualmente um gigantesco fosso salarial entre os géneros e um telhado de vidro absolutamente inquebrável tanto no sector público, como no privado. Uma licença de maternidade insuficiente e a ausência de tempo para cuidar dos filhos significa que as vidas das mães trabalhadoras são extremamente complicadas e exigentes”, diz Christal Phillips, professor convidado na Yonsei University. 
No que respeita a números, e de acordo com o Pew Global Attitudes Survey (2010),seis em cada 10 pessoas afirmam que os homens têm mais direito a trabalhar do que as mulheres em épocas de escassez de emprego, sendo que a OCDE aponta para 38,9% o fosso existente nos ordenados para homens e mulheres que têm a mesma actividade.
O Banco Mundial alerta, por seu turno, para o facto de 4 em cada mil bebés serem de mães adolescentes.

9. ARGENTINA e meio milhão de abortos clandestinos por ano

“A imagem que o mundo tem de Buenos Aires não reflecte a realidade da maioria das comunidades marginalizadas que habitam a cidade, bem como as províncias, onde os maiores problemas para as mulheres passam pela saúde, pela mortalidade materna, pela educação sexual e reprodutiva, a falta de acesso ao aborto legal e aos contraceptivos, sem esquecer problemas de segurança no trabalho e violência”, assegura a directora executiva da Equipo Latinoamericano de Justicia y Genero, Natália Gherardi.
As mulheres argentinas ocupam 37,4% dos assentos parlamentares e gozam de 90 dias de licença de maternidade remunerada na totalidade.
De acordo com o Centro para o Desenvolvimento da OCDE, o número de abortos clandestinos anual é superior a 500 mil. 

8. ITÁLIA, o país onde o número de homicídios de mulheres está a aumentar

A directora da Associazione Italiana Donne per lo Sviluppo (AIDOS), Daniela Colombo, sublinha que “apesar dos enormes progressos dos últimos 40 anos, as mulheres italianas enfrentam ainda uma significativa discriminação no mercado de trabalho – desemprego mais elevado, salários mais baixos do que os pares masculinos e escasso acesso a posições de chefia ou gestão. As mulheres sofrem igualmente de violência de género e tem-se assistido a um crescimento do femicídio [homicídio de mulheres]”.
De acordo com dados veiculados pelo Instituto nacional de Estatísticas, para 2008-2009, 1,2 milhões de mulheres foram vítimas de assédio sexual no trabalho.
As mulheres italianas despendem mais três horas em tarefas domésticas do que os homens (OCDE) mas, do total dos inscritos no ensino superior, 57,7% são do sexo feminino. 

7. JAPÃO e a luta no feminino

“As mulheres japonesas continuam a lutar contra a cultura patriarcal enraizada. A muitas é ensinado que o seu contributo para o sector laboral termina quando casam ou quando têm filhos, sendo sub-representadas ao nível politico. Todavia, o Japão possui um movimento saudável e forte de mulheres que está a lutar para alterar estas questões”, diz Mara Patessio, especialista em estudos japoneses na Universidade de Manchester.
A participação política feminina não ultrapassa os 11% e 28.3% é a diferença em termos salariais comparativamente ao dos homens. Já em termos de longevidade, a Divisão de Estatísticas das Nações Unidas aponta para uma esperança de vida das mulheres japonesas que ascende aos 87 anos. 

6. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA com políticas insuficientes de saúde no feminino

“Os nossos direitos civis, as leis contra a violência doméstica, uma aceitação crescente da mulher no mercado laboral, as nossa liberdades fundamentais de movimento e expressão e o estreitamento do fosso salarial significam que os Estados Unidos devem ter uma boa nota no que respeita aos direitos das mulheres. Todavia, muitos dos ganhos dos últimos 100 anos encontram-se sob ataque e o mais aberto e o mais violento recai sobre os direitos reprodutivos. As mulheres também sofrem, de forma desproporcional, da ausência de um sistema de saúde acessível”, afirma Marsha Freeman, directora da International Women's Rights Action Watch
Dados do Departamento da Educação norte-americano indicam que 60% dos graus de mestrado atribuídos no ano lectivo de 2008-2009 foram para mulheres. Já os Censos registaram 22,9 milhões de mulheres sem seguro de saúde. 

5. FRANÇA ouve as mulheres

“As mulheres ainda são, no mercado de trabalho, sub-representadas, apesar de condições de vida favoráveis – 30% da força laboral em part-time é desempenhada por mulheres e apenas 5% por homens. No entanto, é positivo ser-se mulher em França pois, aqui, as mulheres são ouvidas, mesmo com rasgos persistentes de machismo e de preconceitos culturais”, afirma Nadège Chell, presidente da RESO-Femmes.
De acordo com dados da Comissão Europeia relativamente a 2011, 22% dos membros de conselhos de administração das maiores empresas cotadas são mulheres, as recém-mamãs recebem 16 semanas de licença de maternidade, mas o fosso salarial entre géneros ainda é de *16.5% (OCDE 2009).

4. AUSTRÁLIA e a legislação sem grande aplicação prática

“Foram atingidos progressos significativos, particularmente no que respeita à legislação e a políticas de igualdade de direitos, mas essas leis não são aplicadas na prática. Ainda temos elevadas taxas de violência contra mulheres – 1 em cada 3 mulheres sofre de violência física e 1 em cada 5 de violência sexual – e um enorme fosso salarial por género continua a existir, não tendo mudado muito nos últimos 20 anos”, afirma Julie McKay, directora executiva do Australian National Committee for UN Women.
De acordo com um estudo sobre liderança no feminino, que remonta a 2010, nas 200 maiores empresas australianas, apenas cinco têm mulheres como CEO. O Gabinete do Governo Australiano para as Mulheres divulgou que, em 2010, 19,1% das mulheres foram vítimas de actos de violência sexual antes dos 15 anos. A participação política ronda os 36%.

© DR 


3. REINO UNIDO e a aparente igualdade de géneros

“Enquanto a maior parte das mulheres no Reino Unido beneficia de acesso livre a cuidados de saúde e de oportunidades nos negócios e na política, os cortes nos gastos governamentais tiveram um impacto desproporcional nas mulheres. Paralelamente, a violência contra mulheres continua a ser um problema sério. Estas duas realidades dão origem à crença numa mentira que leva à aparente igualdade entre os dois géneros”, desabafa Vivienne Hayes, responsável pelo Women’s Resource Centre.
Da totalidade de juízes existentes no Reino Unido, 22,3% são mulheres e 17% dos cargos políticos em ministérios são igualmente ocupados por estas. A diferença nas remunerações é ainda de 18,6%.

2. ALEMANHA com Merkel a servir de exemplo

“Temos uma mulher a liderar o país, o que demonstra que as mulheres têm oportunidade para avançar na esfera pública. Todavia, apenas 12,5% dos lugares de topo nas empresas cotadas são ocupados por mulheres. Entretanto, uma nova lei, a efectivar-se em 2013 - que confere o direito de frequência ao pré-escolar a qualquer criança abaixo dos 3 anos - não é viável por falta de espaços, o que terá impactos negativos na capacidade de trabalho das mulheres”, afirma Ingrid Lebherz, CEO da AWO International. 
De acordo com a Divisão de Estatísticas das Nações Unidas (2010-2015), a esperança média de vida das mulheres alemãs é de 83 anos.
No que respeita às desigualdades na remuneração, a diferença entre salários é ainda elevada: 21.6%.

1. CANADÁ com um terço de mulheres juízas

“Enquanto existe ainda muito a fazer, as mulheres têm acesso a cuidados médicos, procuramos a excelência na educação, o que é o primeiro passo em direcção à independência económica, e a legislação protege as raparigas casamento face ao casamento precoce. No entanto, ainda temos um longo caminho a percorrer em termos de igualdade nas remunerações”, garante Farah Mohamed, presidente e CEO do G(irls)20 Summit.
62% dos licenciados em universidades são mulheres e um terço dos juízes também. Dados das Nações Unidas referem que 75% das mulheres entre os 15 e os 49 anos usam métodos contraceptivos.


Nota: G20 (19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Porto: Roteiro da Genética

Um programa interessante, proposto pela Fundação Porto Social, que arranca dia 25 de Maio, com lugar para 24 participantes. O texto de apresentação dá umas luzes: O século XX assistiu aos primeiros passos da genética molecular e ao desenvolvimento de tecnologias de manipulação que mudaram a forma como vemos o Homem e a biomedicina. A herança genética, o entendimento da nossa espécie, a capacidade de melhorar as condições de saúde e os riscos que este conhecimento acarreta tornaram imprescindível a participação de todos na definição de uma vontade e estratégia a seguir.
É neste contexto que o “Roteiro da Genética” propõe aos participantes um percurso onde se pede interação. Propomo-nos a explicar o essencial do conhecimento nas áreas da hereditariedade, da genética, da biologia molecular, bem como a demonstrar a proximidade da biologia molecular do nosso quotidiano. Por outro lado, pedimos que participem em exercícios de cidadania, oferecendo-nos a sua posição sobre algumas aplicações práticas deste conhecimento. 
Deste modo, estão contempladas sessões teóricas, actividades laboratoriais, sessões audiovisuais e discussões em grupo. A estrutura do roteiro impõe a participação em todas as sessões para que o entendimento seja completo.
Com a participação de Ana Moura, Isabel Alonso, Júlio Borlido-Santos, Susana Pereira, Luísa Pereira e Jorge Pinto Basto, nos dias 25 e 26 de Maio, e 1 e 2 de Junho.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lisboa: 'Dia C' lançado no Centro LGBT da ILGA


 A Editorial Estampa inaugura uma colecção portuguesa de estudos LGBT, intitulada Fora do Armário, com o lançamento de Dia C - Casamento entre pessoas do mesmo sexo, a ter lugar pelas 18h30 no Centro LGBT da ILGA, em Lisboa.
A obra inclui textos de Fernanda Câncio, Helena Pinto, Heloísa Apolónia, Isabel Fiadeiro Advirta, Isabel Moreira, Margarida Lima de Faria,Miguel Vale de Almeida e Paulo Côrte-Real, com ilustrações de Vasco Araújo, e será apresentada por Rui Tavares, na data em que se celebra o segundo aniversário do anúncio da promulgação da lei que permite o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo em Portugal.
Esta colecção da Estampa é dirigida por Paulo Côrte-Real, actual presidente da ILGA-Portugal. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Matosinhos: há uma Casa Encantada no Constantino Nery


O Cine-Teatro Constatino Nery recebe, de 25 de Maio a 9 de Junho, a peça “A Casa Encantada”, um projecto/performativo com encenação de Luísa Pinto. Mais um de muitos da encenadora naquele espaço, onde parece ter lugar cativo.
Na descrição posta à disposição do público p0ode ler-se que se trata de uma instalação encenada onde o actor procura uma relação mais próxima com o espectador. É uma viagem pelos espaços do CTCN cruzando o Teatro e Artes plásticas, vivenciando atmosferas diversas em cada cena. Inspirado em "A Casa encantada" (Spellbound) , título dado ao filme de 1945, realizado por Alfred Hitchcock, particularmente famoso pela cena que inclui um momento onírico vivido pelo personagem central, ilustrado pelo pintor Salvador Dali.
Estes projectos de Luísa Pinto nem sempre são bem-sucedidos e já assistimos a alguns que mais parecem ditados pela necessidade de "apresentar trabalho" do que por um genuíno esforço criativo por parte da encenadora. A responsabilidade é da gestão do Constantino Nery, que parece ter dificuldade em abrir as portas a outros criadores locais.

Literatura perde Carlos Fuentes

O escritor mexicano Carlos Fuentes, morreu ontem aos 83 anos, um dia depois de ter sido agraciado com o título de doutor honoris causa pela Universidade das Ilhas Baleares. O seu último livro, Adão no Éden, foi recentemente publicado em Portugal pela Porto Editora.

Poesia e pequenos em concurso no 'Entardeceres'

Decorre até 31 de Maio um concurso de poesia e pequenos contos promovido pelo programa Entardeceres, da Rádio Manobras (Porto). Bernardino Guimarães e Artur Jorge Paulino são os responsáveis pela iniciativa, a que podem ter acesso através do email: radiomanobras@gmail.com (Assunto: Entardeceres).

terça-feira, 15 de maio de 2012

Lançamento: 'Saber ao certo', de Margarida Fonseca Santos



Margarida Fonseca Santos apresenta hoje o livro Saber ao Certo no CES do Picoas Plaza, em Lisboa, às 18h30. O livroconta a história da revelação à família, por um adolescente, da sua orientação sexual. 
A ideia, segundo a autora, nasceu de uma proposta de Margarida Lima de Faria, da AMPLOS, com o objectivo de oferecer às pessoas de orientações sexuais diferentes e às suas famílias, um texto em que possam rever-se e sentir que não estão sós no seu percurso de vida.
A defesa da igualdade das orientações sexuais surge, neste texto de Margarida Fonseca Santos, como um conto com diversos capítulos que ilustram algumas das situações típicas para os que assumem a sua sexualidade diferente, perante os diversos membros da família e os outros.
A edição, da Estampa, é bilingue, com uma cuidadosa tradução de Marina Erlich e Sofia Norton. Os direitos de autor revertem a favor da AMPLOS.









segunda-feira, 7 de maio de 2012

Lisboa: Conversa sobre Homossexuais e Estado Novo

Promovida pela Associção de Professores de História (APH), realiza-se dia 9, no El Corte Inglès de Lisboa, um debate alargado sobre os Homossexuais no Estado Novo. Com a presença e São José Almeida, jornalista e autora do livro sobre o tema editado pela Sextante, e com a participação de Paulo Côrte-Real, Presidente da Ilga-Portugal, o debate tem início às 18h30, no Restaurante do Piso 7 do edifício.
O livro é descrito, na página da editora, como uma "primeira tentativa de abordagem do que foi a realidade dos homossexuais em Portugal durante praticamente todo o século XX, ou seja, desde que a jovem Primeira República, enquadrada pela psiquiatria, coloca sob a alçada da lei os crimes contra a natureza até que estes o deixam de ser, em 1982. O que era ser homossexual em Portugal? O que é viver uma condição estigmatizada e estigmatizante, em que não há identidade, tão-só uma afetividade e uma sexualidade, quase sempre clandestinas?"
São José Almeida tem dedicado, como jornalista, alguma atenção à história destes portugueses que só num passado recente reclamaram para si os mesmo direitos dos outros, e Paulo Côrte-Real é a actual cara da primeira associação portuguesa com a finalidade de representar a comunidade LGBT.

Lisboa: Passeio pela Colina do Castelo

Colina do Castelo de S. Jorge
Maria Gabriela Pinto de Carvalho, especialista em turismo cultural, conduz o seminário Lisboa - A Colina do Castelo, que se realiza nos dias 8, 11 e 12 de Maio, com um passeio pela Colina do Castelo, a Igreja de Santo António, o Teatro Romano, as ruas de toponímia medieval, as casas medievais pela freguesia do castelo, o Menino- ‑Deus, os Paços do Infante e o Campo de Santa Clara à procura desses primeiros tempos de história, dos mitos e das lendas urbanas. A iniciativa é da Scribe e as inscrições podem ser feitas aqui.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Lisboa: 'Peddy Paper' literário com a Leya e GEM

Foto: José Carlos Augusto (Baixaki)
"Leya em Lisboa" é o nome do passatempo que a Leya e o GEM (Grupo de Espeleologia e Montanhismo) estão a organizar para os três sábados da Feira do Livro de Lisboa (28 de Abril, 5 de Maio e 12 de Maio). A actividade, um peddy-paper dirigido a toda a família na cidade de Lisboa, obrigará os participantes a responder a várias perguntas sobre as livrarias, autores e história da Leya, tendo para isso de percorrer um determinado percurso pela capital. Os prémios são muito aliciantes para a dupla vencedora: 2 GPS’s Nuvi 30 e vários livros Leya. A primeira prova, já no dia 28 de Abril, intitula-se Lisboa Histórica e terá início pelas 12h30 na livraria Leya na Buchholz. Para mais informações e inscrições envie um e-mail para: leya.em.lisboa@gmail.com.

Lançamento: Cabo Verde em guia da Lua de Papel

A Associação Caboverdeana (Rua Duque de Palmela, Lisboa), acolhe hoje, às 19 horas, o lançamento de um guia daquele país, Cabo Verde, da autoria de Tânia Sarmento e a fotógrafa Helena Ramos. O guia, com  304 páginas e chancela da Lua de Papel, será apresentado pelo escritor e jornalista Joaquim Arena.
É o resultado de uma viagem pelas dez ilhas do arquipélago e documenta as descobertas locais feitas pelas duas autoras, das praias e trilhos, às montanhas, hotéis, pratos típicos e música de Cabo Verde.
Tânia Sarmento foi jornalista do Diário Económico e hoje é coordenadora da Lua de Papel. Tem um blogue intitulado A Viajar Sou Feliz e colabora com a revista Fora de Série, do Diário Económico.
Helena Ramos, fotógrafa e coordenadora editorial, é formada em História e Teologia, tendo posteriormente estudado realização na ETIC.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lisboa: Mandalas com Jorge Lancinha


O pintor Jorge Lancinha vai conduzir um workshop sobre Mandalas no próximo dia 19, no Atelier do Cardal (Rua do Cardal de S. José, 6A, Lisboa). Sobre o evento, adianta: "A mandala é um símbolo universal de unidade e integração. É uma ferramenta criativa muito poderosa de alcance psicológico e espiritual."
Lancinha ensinará neste breve curso técnicas e processos que nos levarão a contactar com os princípios base da Mandala. Das 11h00 às 18h30, com uma pausa para o almoço, os participantes familiarizar-se-ão com este tema. Os materiais estão incluídos no preço do workshop e as inscrições podem ser feitas para os telefones 96 140 6805/91 0414424 ou email: geral@jorgelancinha.com.